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Presidente da República inaugura primeira fase da central hidroeléctrica de Capanda Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 12 Março 2010 10:32

Eram cerca de 12.43 minutos quando o Presidente da República  o Eng. José Eduardo dos santos, desembarcou no aeroporto de Capanda, para presidir a cerimónia de inauguração da maior obra de engenharia construída em Angola nos últimos 30 anos.

Trata-se do Aproveitamento Hidro eléctrico de Capanda, cuja primeira fase com duas unidades que estão a produzir 260 MW, foi superiormente inaugurada pelo Presidente da República na presença de membros do Governo, Deputados, Políticos, Diplomatas, Autoridades Eclesiásticas e Tradicionais.

Desta primeira fase, beneficiam da energia produzida pela Central Hidroeléctrica de Capanda as Províncias de Luanda e Malange.

Como disse o Presidente da República, minutos depois de carregar o botão para o arranque das turbinais,” assim começa a construção do nosso futuro”, num país com ambição construtiva e que quer ser uma referência em África e no mundo.

Aliás, o ministro de Energia e Águas, Botelho de Vasconcelos, dedicou a obra a todos os que tiveram de abandonar as suas famílias para erguer um empreendimento que honra o país. ”Tudo isso só foi possível com a entrega do Presidente da República”, acentuou.

Para o primeiro-ministro, Fernando de Piedade Dias dos Santos “Nandó”, a barragem vai promover melhorias no crescimento produtivo do país, além de vir a melhorar a iluminação pública em várias províncias do país. Embora não vá resolver todos os problemas do país inerentes à electricidade, na sua óptica, representa um princípio de sucesso.

Para o ministro da Indústria, Joaquim David, quando a barragem de Capanda estiver a funcionar em pleno, assistir-se-á à queda nos preços dos produtos industriais, na medida em que os custos com energia vão reduzir significativamente.

Até ao momento, segundo o ministro, a maioria das unidades industriais recorre a grupos geradores, o que eleva os custos de produção e, consequentemente, os preços dos produtos no mercado. “ Com a energia de Capanda, haverá mais investimentos, mais empregos e mais receitas para o Estado”, ressaltou o ministro.

O ministro sublinhou ainda que, além de energia e água, o programa de reabilitação da estrada nacional Luanda/Kwanza-Norte/Malanje tem estado a atrair mais intenções de investimentos para as duas províncias.

Aliás, Cristóvão da Cunha, o governador da província de Malanje, já prevê o relançamento da produção de algodão, girassol, ginguba e mandioca, bem como o ressurgimento da indústria alimentar na região.

Se Malanje não possui nenhuma unidade industrial, a província do Kwanza-Norte sobrevive apenas com a Eka (fábrica de cerveja), uma situação que o governador Henrique Júnior pretende reverter, nos próximos anos, com a reabilitação das vias rodoviárias, que se juntarão à electricidade de Capanda, que se espera, ininterrupta. Nos próximos dias, inicia a construção da subestação de Lucala, que vai facilitar a distribuição de energia por toda a província.

Além da geração de energia eléctrica, a barragem de Capanda vai transformar a região numa área de desenvolvimento agro-pecuário, permitindo o surgimento da indústria alimentar, nos próximos dois anos, segundo o ministro da Agricultura, Gilberto Buta Lutukuta.

O projecto agro-pecuário, fruto da albufeira da barragem que se estende por uma área de 164 quilómetros quadrados, avaliado em cerca de 50 milhões de dólares, vai gerar 5 mil novos empregos.

Numa primeira fase, 10 mil hectares serão irrigados, para na segunda fase atingir um total de 30 mil hectares.

 
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